
Um dos principais chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) de Sobral, no Ceará, é investigado pela Polícia Civil por decretar a morte de diversas pessoas, incluindo crianças. Os "decretos" foram compartilhados por Álvaro Luiz Timbó Martins, conhecido como 2M ou M2, de 26 anos, no próprio perfil no Instagram.
O que aconteceu?
A informação foi divulgada em um relatório de inteligência elaborado pela Polícia Civil que discorre sobre as atividades criminosas de Álvaro Luiz. Nesse relatório técnico, foram colecionadas diversas capturas de tela que registram as ameaças feitas na conta. No dia 10 de janeiro deste ano, Álvaro compartilhou diversos stories com ameaças de mortes.
Em um deles, constava a foto de um menino, que estava com as mãos amarradas e aparentava estar chorando. A publicação diz que o CV "tinha tirado mais uma criança do crime". "Ficou vivo foi orientado a sair do crime e a estuda" (Sic), escreveu Álvaro. "Nois trabalha com u certo na logica. Ta vivo pra todos ver como agente ta trabalhando" (Sic).
Em outro story, porém, a foto de três crianças foi publicada com o texto "Decretados pelo CV Crianças envolvida" (Sic). Em uma outra ocasião, Álvaro publicou um "salve" que proibia a circulação de moradores de bairros dominados pelas facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Massa em bairros com atuação do CV. "Até ser resolvido e finalizada a guerra", diz o salve.
Acusado se esconde no Rio de Janeiro
Conforme a Polícia Civil, Álvaro está escondido na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), e, de lá, envia ordens para os integrantes do CV de Sobral.
As comunidades do Rio de Janeiro se tornaram o destino mais procurado pelos criminosos cearenses para se esconder. Estimativas das Forças de Segurança do Estado indicam que, pelo menos, 40 faccionados cearenses estão refugiados no Rio.
Para tanto, eles pagariam aos criminosos locais valores que chegam a R$ 100 mil.