
O dono de um supermercado em Bruce Rock, a 240 quilômetros de Perth (Austrália), afirmou ter ateado fogo no estabelecimento para "acabar com o coronavírius e proteger os clientes".
O incidente ocorreu na noite de 25 de março, mas só semana passada o caso teve a sua primeira audiência, na qual Edward Mason, de 57 anos, fez a inusitada confissão.
O proprietário afirmou, ainda, ter ficado obcecado após clientes manifestarem preocupações com a higiene no supermercado. A preocupação aumentou após Edward ver clientes comprando grande quantidade de álcool em gel e papel higiênico.

Richard Lawson, advogado de Edward, disse que o cliente "havia decidido ele mesmo erradicar o coronavírus", que, pensava o proprietário, já o havia infectado, principalment porque havia recebido caixas com produtos originários da China, o foco inicial da pandemia.
Em tribunal de Perth, o australiano revelou ter fumado oito cachimbos de maconha antes de pôr fogo no estabelecimento. O prejuízo, segundo a ABC News, foi de cerca de R$ 3,8 milhões.
O dono do supermercado foi condenado a 1 ano e 4 meses de prisão, mas a sentença foi suspensa pelo fato de Edward não ter antecedentes criminais e estar muito abalado com a pandemia, determinou o juiz do caso.
Após tomar medicação contra depressão, Edward apresentou melhora no seu quadro de saúde mental.