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A Câmara de Vereadores do município de Campo Maior, no Norte do Piauí, aprovou na noite desta terça-feira (04), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar e apurar supostas irregularidades na destinação dos recursos oriundos dos Precatórios do o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEF) e de Valorização do Magistério.
Na sessão ordinária, foram apresentadas as justificativas para a criação da CPI, que está a de que durante a gestão do ex-prefeito Professor Ribinha, a cidade teria recebido aproximadamente R$ 18 milhões e desse valor, quase R$ 2 milhões teriam sumido, sendo retirados sem qualquer aviso aos órgãos competentes. Foi o que nos explicou o atual prefeito, Joãozinho Félix, em entrevista ao Meionorte.com.

A CPI será composta por 5 membros, mais 2 suplentes, observada a regra da proporcionalidade, devendo a escolha interna da composição (Presidente, Relator e Membro) ser feita de comum acordo entre os indicados. O vereador Neto dos Corredores, líder da bancada de situação, explicou como funcionará os trabalhos.
“Nós temos que buscar se realmente foi aplicado da forma que foi liberado por esta casa. Ao que sabemos, não foi. Precisamos identificar essas falhas e trazer para os demais parlamentares, para a sociedade, essa situação. Nós iremos abrir várias CPIs nesta casa para os parlamentares darem satisfação à população", disse.
Procurado pela reportagem, o ex-prefeito Professor Ribinha disse que já solicitou à ex-secretária de educação para fazer todo levantamento do recurso, com os respectivos planos de aplicação para que seja apresentado para câmara, e de que a criação da CPI é uma tentativa da atual gestão para criar fatos de cunho político, atacando a gestão passada.