
O Exército brasileiro, fundado em 1822, pode ter sua primeira mulher oficial-general a partir de novembro deste ano, quando o Alto Comando realizará um novo ciclo de promoções. Duas coronéis estão aptas para ascender ao topo da hierarquia: Carla Maria Clausi e Carla Lobo Loureiro, ambas da turma de oficiais médicos de 1997. A decisão final será tomada após uma análise de promoção a general de brigada em outubro, com possibilidade de efetivação a partir de novembro.
Contexto histórico
Desde que as Forças Armadas permitiram o alistamento voluntário de mulheres, em 2023, o Exército tem priorizado ações para promover a inclusão feminina. Há expectativa de que o Alto Comando, liderado pelo general Tomás Paiva, indique uma mulher para o generalato até o início de 2026. A decisão é sugerida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode acatar ou não o nome, embora a recusa seja rara.
Processo de promoção
A promoção de coronel para general depende da abertura de vagas, ou seja, é necessário que um general entre para a reserva. Os nomes são escolhidos com base em critérios rigorosos, como antiguidade e merecimento.
Ambas as coronéis preferiram não se manifestar sobre o processo de promoção, já que a exposição não é bem vista entre oficiais de alta patente.