
A comissão especial que discute a reformulação ministerial do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aprovou a retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Fiscais) da pasta da Justiça e o retorno para o ministério da Economia.
Segundo informações do Uol, o colegiado formado por deputados e senadores aprovou por 14 votos a 11 a transferência do órgão para pasta em que funcionou até dezembro.

Ao longo da última semana, o ministro Sergio Moro (Justiça) se reuniu com dezenas de parlamentares para pedir apoio e manter o Coaf sob sua responsabilidade. O órgão é responsável por levantar movimentações financeiras suspeitas e auxiliar no combate à corrupção.
Durante a discussão, o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA), disse que todos os casos em que o Coaf atuou até hoje aconteceram de maneira independente no Ministério da Economia.
"Olhei nos olhos dele e não me convenceu pela política de Estado [de manter o Coaf na Justiça]. Se funcionou até hoje e revelou o que conhecemos sobre laranjal (investigação do uso de verbas repassadas a candidatas do PSL nas últimas eleições), foi até dezembro" disse Elmar.
O deputado ainda ressaltou que os governos autoritários que o mundo presenciou surgiram sob o argumento de combate à corrupção.
O PSDB se reuniu ontem e decidiu para que o Coaf voltasse à pasta econômica, onde foi originalmente criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).