
A pandemia trouxe mazelas sociais que o mundo ainda não conseguiu resolver. Mas com um simples gesto de cidadania é possível fazer muito.
Adalberto Rodrigues, com apoio da família, criou o projeto Varal Solidário, que tem como objetivo ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social com roupas e alimentos. Mais de 500 famílias já foram beneficiadas, a maioria está concentrada no bairro São João, zona Leste de Teresina.

É interessante perceber a consciência das pessoas. Elas levam apenas o que precisam, dando oportunidade para que outros também possam se beneficiar.
“A pessoa entra, vem e escolhe a roupa e a alimentação que deseja levar. A gente pede que as pessoas levem três a quatro peças e escolham os alimentos disponíveis. Dessa forma, todas as pessoas saem beneficiadas. E quem tem roupa para doar sempre leva também. Também doamos berços e fraldas, de acordo com as doações e demandas”, acrescenta Adalberto.
Ação móvel
Adalberto Rodrigues não para em serviço. Percebendo que não só no São João havia pessoas carentes, ele levou as doações para outras comunidades. A ideia é multiplicar o bem, e incentivar que mais pessoas façam o mesmo e persistam com essa verdadeira corrente do bem.
Gratidão
As pessoas que são beneficiadas pela ação de Adalberto Rodrigues são muitas. E várias delas retornam para ganhar um quilo de feijão e uma camiseta, ou mesmo uma simples palavra de apoio. Termina que o senhor Adalberto é um grande amigo da comunidade do São João.
Marfiza Oliveira tem 75 anos, mas nem parece. Ela foi à casa de Adalberto para pegar roupas para familiares. “Estou levando só o que preciso. Essa ação é um presente de Deus. Muita gente precisa de uma roupa, de um alimento. A gente vem e pega só o que precisa porque tem mais gente que também precisa de algo para vestir”, reconhece.
Já Luis Alberto, autônomo de 54 anos, afirma que o trabalho de Adalberto é muito importante. “Muitas pessoas precisam. E você vê que as pessoas que precisam são as que têm mais consciência. Ninguém passa e leva tudo. A gente vê o tamanho e só leva o que vai realmente usar”, considera.
Já Margarida Gomes, dona de casa de 51 anos, afirma que mais pessoas deveriam seguir o exemplo de Adalberto. “Quem puder doar, doe. Você está ajudando alguém que precisa e isso faz muito bem. A pandemia foi ruim e muitas pessoas ficaram sem trabalho. É um gesto de carinho ao próximo”, finaliza.