Os professores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) vão decidir, na quinta-feira (27) se põem fim à greve da categoria. Segundo a vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI), Bárbara Johas, embora o comando nacional de greve tenha decidido encerrar as paralisações, o comando local optou por deliberar se continua a greve em uma nova assembleia geral da classe agendada para esta semana.
“Nós tivemos uma assembleia na última quinta-feira (20) que deliberou pela continuidade da greve, mas fazemos parte de um sindicato que é nacional. Nosso sindicato nacional, com seu comando nacional de greve, esteve deliberando e discutindo desde sexta-feira, e ontem (24) à noite saiu uma circular em que o sindicato, no acumulado das agências pelo país e na discussão do Comando Nacional de Greve, orienta pela saída da greve e pela assinatura do acordo no dia 26 de junho”, comunicou.
FIM DA GREVE
No domingo (23), o Comando Nacional de Greve (CNG) do ANDES Sindicato Nacional decidiu encerrar as paralisações a partir desta quarta-feira (26) — quando a entidade deve assinar um acordo junto ao Ministério da Gestão e Inovação a fim de consolidar os termos da proposta. Além disso, indicou às bases a saída coletiva da greve até o dia 3 de julho.
DECISÃO DA MAIORIA
A orientação atende ao que foi deliberado pela maioria das assembleias gerais realizadas nas bases, entre os dias 17 e 21 de junho: 35 assembleias deliberaram pela construção coletiva da saída da greve, enquanto outras 20 indicaram a continuidade da greve.
“Nós, do Comando Local de Greve, que é quem está conduzindo as atividades grevistas, vamos nos reunir na quinta, deliberar e convocar uma nova assembleia para discutirmos a saída ou permanência da greve. É importante que todos fiquem atentos às informações do comando local de greve.”, complementou a vice-presidente da Adufpi, a Bárbara Johas.]
PROPOSTA DO GOVERNO
A proposta acatada pelos professores das federais prevê reajustes em 2025 e 2026, com percentuais diferentes para cada classe profissional. O acordo proposto pelo governo ainda prevê a revogação da Portaria n.º 983/2020 , editada em 2020, que elevou a carga horária mínima semanal para professores.