O cantor sertanejo João Vitor Malachias, preso desde domingo (08) suspeito de matar a dentista Bruna Angleri em Araras (SP), relatou à Justiça que ele foi vítima de abuso de policiais no momento da prisão, em Ribeirão Preto (SP). Bruna foi achada no dia 27/09 parcialmente carbonizada, e com marcas de tiro no rosto, segundo a Polícia Civil.
O relato de João Vitor foi feito durante a audiência de custódia dele no Fórum de Ribeirão Preto. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou que encaminhou cópia do termo da audiência à Corregedoria da Polícia Civil para que o eventual abuso cometido seja apurado para a adoção das providências necessárias.
Em contrapartida, o delegado responsável pela investigação, Tabajara Zuliani, negou qualquer abuso durante a prisão e afirmou que nenhuma lesão foi constatada pelo médico legista. Nesta segunda-feira (10), João Vitor passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) - procedimento padrão em prisões.
No entanto, em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que todas as circunstâncias relacionadas aos fatos são apuradas pela 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto e que diligências estão em andamento para esclarecimentos.
PRISÃO TEMPORÁRIA
Durante a audiência, João negou o crime. Ele e a vítima tinham um relacionamento há meses. Ontem uma arma 9mm foi apreendida com um amigo do cantor. A polícia já pediu exame de confronto balístico. A Justiça confirmou a prisão temporária de Malachias, que vale por 30 dias. O mandado havia sido expedido na sexta-feira (6).