Cabeleireira do “perdeu, mané” pode entrar na política após saída da prisão

Advogado de Débora Rodrigues não descarta candidatura, mas afirma que prioridade agora é a readaptação familiar após dois anos presa por atos de 8 de janeiro

Débora dos Santos, que ficou conhecida por pichar a estátua do STF com a mensagem "Perdeu, Mané" | Foto: Gabriela Biló Débora dos Santos, que ficou conhecida por pichar a estátua do STF com a mensagem "Perdeu, Mané" | Foto: Gabriela Biló
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cabeleireira Débora Rodrigues, que ganhou notoriedade ao escrever "perdeu, mané" com batom na estátua do STF durante os atos de 8 de janeiro, deixou a prisão na sexta-feira (28) após o ministro Alexandre de Moraes conceder prisão domiciliar a pedido da PGR. Seu advogado, Hélio Garcia Ortiz Júnior, não descartou que a cliente siga os passos de outros envolvidos nos protestos e entre para a política, mas ressaltou que, no momento, o foco é a readaptação familiar.

"Ela está profundamente emocionada e aliviada por estar com os filhos após dois anos de sofrimento", disse o defensor, destacando que Débora encara o período na prisão feminina de Rio Claro (SP) como uma experiência de dor, mas também de aprendizado sobre as dificuldades do sistema carcerário. Apesar do PL já sinalizar interesse em sua candidatura, Ortiz Júnior afirmou que qualquer decisão será tomada "com calma e no momento certo".

Enquanto isso, a defesa se prepara para revisão judicial do caso, buscando a absolvição completa da cabeleireira, que cumpre pena desde 2023. "Vamos corrigir essa injustiça", prometeu o advogado, sem detalhar os próximos passos jurídicos. A saída de Débora ocorre em um momento sensível para o partido de Bolsonaro, que tenta capitalizar o descontentamento de apoiadores com as condenações relacionadas aos atos golpistas.

Agora em liberdade condicional, a cabeleireira, que se tornou um símbolo para bolsonaristas, terá de equilibrar a reconstrução da vida pessoal com a pressão política de setores que veem nela uma potencial candidata de protesto. Seu caso reflete o dilema de outros presos em janeiro de 2023, divididos entre virar mártires do movimento ou assumir protagonismo na oposição organizada.

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