Ramagem responde a 130 perguntas da PF e revela por que gravou a conversa com Bolsonaro

Além disso, o deputado afirmou que não tinha conhecimento de qualquer monitoramento clandestino de figuras do Legislativo

Ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem | Montagem/MeioNews
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Em um depoimento de quase sete horas prestado à Polícia Federal, o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, respondeu a cerca de 130 perguntas e negou qualquer envolvimento em esquema de monitoramento ilegal. Ramagem atribuiu a responsabilidade por atividades de espionagem irregulares a ex-servidores da agência, nomeando o agente Marcelo Araújo Bormevet e o militar Giancarlo Gomes Rodrigues como responsáveis por essas práticas durante sua gestão.

Ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem - Foto: Reprodução

gravação da conversa com o ex-presidente

Ramagem também foi questionado sobre uma gravação de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e as advogadas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ocorrida em agosto de 2020. O ex-chefe da Abin afirmou que fez a gravação a pedido de Bolsonaro e por desconfiança das advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, que discutiam estratégias para proteger o senador no caso das rachadinhas. A gravação, apreendida em seu celular, inclui discussões sobre a investigação e possíveis irregularidades cometidas por auditores da Receita Federal.

aval de Bolsonaro

Durante o depoimento, Ramagem reiterou que a gravação foi realizada com o aval de Bolsonaro e que sua motivação foi garantir a transparência devido a suspeitas de propostas ilícitas que poderiam ser feitas pelos advogados. Ramagem afirmou que havia informações de que um emissário do governo do Rio de Janeiro participaria da reunião com propostas "pouco republicanas", o que não se concretizou.

Ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem - Foto: Reprodução

Além disso, Ramagem afirmou à PF que não tinha conhecimento de qualquer monitoramento clandestino de figuras do Legislativo, do Judiciário ou de jornalistas. Ele também respondeu às alegações de que sua gestão na Abin teria sido envolvida em práticas irregulares, destacando que sua administração foi a única a implementar controles rigorosos e encaminhar desvios para a corregedoria.

Bolsonaro nega, e depois minimiza

Após a divulgação do áudio, o ex-presidente inicialmente afirmou não ter conhecimento da gravação, mas posteriormente minimizou o incidente, alegando que a gravação foi realizada com seu consentimento. Ramagem, por sua vez, criticou a maneira como a PF tratou as informações, alegando que a investigação estava sendo usada para alimentar conjecturas e não para apurar fatos concretos.

Para mais informações, acesse meionews.com

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