Números alarmantes: Ceará está entre os estados com mais mortes violentas no país

O Nordeste é a região com a maior taxa de mortes violentas do país, com 36,5, enquanto o Sudeste tem a menor, com 14,0.

Efetivo policial nas ruas do Ceará é uma tentativa de reduzir os índices de violência nas cidades | Reprodução
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Os dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Ceará possui a sexta maior taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Brasil, com um índice de 35,4 por 100 mil habitantes. Os estados com taxas superiores são Amapá (69,9), Bahia (46,5), Pernambuco (40,2), Alagoas (38,5) e Amazonas (35,6). As estatísticas são referentes a 2023.

No Nordeste, Pernambuco e Alagoas destacam-se pelo aumento das MVIs entre 2022 e 2023, com crescimentos de 6,2% e 1,4%, respectivamente. O Nordeste é a região com a maior taxa de mortes violentas do país, com 36,5, enquanto o Sudeste tem a menor, com 14,0.

Embora o Ceará tenha registrado uma redução de -0,4% na taxa de MVI entre 2022 e 2023, essa diminuição é inferior à média nacional, que foi de -3,4%. Isso indica que a queda no índice de MVI no Ceará foi menor que a do restante do país no mesmo período.

No mapa nacional de taxas de MVI, dividido em 134 regiões, Fortaleza está classificada na segunda faixa mais violenta, com 42,8 MVI por 100 mil habitantes, totalizando 758 mortes violentas em 2023.

Em relação à faixa etária, o anuário revela que 47,4% das vítimas de homicídio doloso têm até 29 anos, chegando a 71,9% nas mortes por intervenções policiais. Por outro lado, os latrocínios afetam principalmente pessoas mais velhas: 52,5% das vítimas têm mais de 45 anos e 25% têm mais de 60 anos. As vítimas de lesão corporal seguida de morte tendem a ser mais velhas, com 59,1% acima de 35 anos.

O documento também traz dados sobre feminicídios, tráfico de drogas e crimes contra vulneráveis, disponíveis no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ou via QR code ao final do conteúdo.

Armas de fogo sem Renovação 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública destaca o aumento de armas de fogo com registros expirados junto à Polícia Federal (PF). O Ceará lidera no Nordeste, com um aumento de 27.297 para 30.839 armas entre 2022 e 2023, um crescimento de pouco mais de 10%. Na Bahia, o número passou de 29.369 para 32.364, um aumento um pouco inferior a 10%. Em Pernambuco, o crescimento foi menor: de 40.960 para 43.856. As populações do Ceará e de Pernambuco são semelhantes, com 8,8 milhões e 9 milhões de habitantes, respectivamente. A Bahia tem 14,1 milhões de habitantes.

cidades Mais Violentas 

O Anuário também revela que Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foi a oitava cidade mais perigosa do Brasil em 2023, com um aumento de violência de 85,7% entre 2022 e 2023, passando de uma taxa de 40,0 para 74,2 por 100 mil habitantes. A cidade está atrás apenas de algumas do Amapá, Bahia e Mato Grosso.

“O oitavo lugar é ocupado por uma cidade que sequer apareceu no ranking das mais violentas em 2022. Com uma taxa de 74,2 por 100 mil em 2023, Maranguape teve um crescimento de 85,7% nas MVI entre 2022 e 2023”, afirma a publicação.

“Em Maranguape, a violência é atribuída às disputas entre uma facção de base prisional criada em 2021, a Massa Carcerária, que se associou ao PCC (Primeiro Comando da Capital) para rivalizar com o Comando Vermelho e a facção local GDE (Guardiões do Estado) pelo controle territorial da Região Metropolitana de Fortaleza”, acrescenta o relatório.

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