Governo quer Auxílio Brasil de R$ 400 permanente

Os senadores fariam fatiamento da PEC dos Precatórios e tudo o que está previsto no texto aprovado pelos deputados seria votado no Senado até o dia 30.

Senador Fernando Bezerra | Pedro França/Agência Senado
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Em busca de votos para aprovar a PEC dos Precatórios, o governo dá sinal de que pode aceitar algumas alterações no texto da proposta de emenda à Constituição que muda as regras para pagamento de dívidas judiciais da União e o cálculo do teto de gastos. 

O objetivo é acelerar a aprovação da PEC no Senado para viabilizar o pagamento de um Auxílio Brasil de no mínimo R$ 400 ainda este ano Uma das mudanças é justamente que esse benefício de R$ 400 seja permanente.

Os senadores fariam fatiamento da PEC dos Precatórios e tudo o que está previsto no texto aprovado pelos deputados seria votado no Senado até o dia 30, evitando a necessidade de nova votação na Câmara. Já as alterações em discussão seriam agrupadas em outra proposta, uma PEC “paralela”. 

Fernando Bezerra, líder do Governo no Senado (Pedro França/Agência Senado)

PEC abriria espaço de R$ 91,6 bilhões

A PEC abriria espaço no Orçamento de 2022 de R$ 91,6 bilhões. O Governo ainda não tem os 49 votos necessários para aprovação entre os 81 senadores, auxiliares do presidente Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, começaram a negociar.

O governo corre contra o tempo para agilizar a tramitação, pois a PEC é considerada crucial para viabilizar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400. E o governo deseja iniciar o pagamento do benefício turbinado ainda em dezembro.

As conversas são coordenadas pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), que se encontrou com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na quinta-feira para discutir as ideias. 

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